O ano de 2018 está chegando ao fim. Agora, é bem provável que os empreendedores estejam planejando seu próximo ano – e desejando que 2019 seja incrível.

O planejamento estratégico reduz o impacto de fatores imprevisíveis, garante o controle sobre os negócios e permite correções de rumo.

O objetivo é obter uma visão panorâmica da empresa para escolher a melhor rota a seguir”, diz Eduardo Bezerra, da consultoria Exection. “Conhecer as vulnerabilidades é o primeiro passo para se precaver”, afirma Marcelo Nakagawa, professor de empreendedorismo do Insper. Abaixo, confira listas para fazer um planejamento perfeito para sua empresa:

1. Entenda o cenário
Para começar, é sempre bom repetir a pergunta: por que a empresa existe? Ou seja: qual é a sua missão, a finalidade da atividade desenvolvida? “O mais importante não é o que o empreendedor faz, mas os problemas que ele resolve”, diz Nakagawa, do Insper.
Feito isso, volta-se o olhar para fora da empresa, para situá-la no seu mercado. Antes do início do planejamento, a companhia precisa ter uma visão clara das tendências do público-alvo e da concorrência.
“Essas informações devem ser lidas de acordo com os objetivos imediatos da empresa, como o aumento de vendas ou a diversificação de clientes”, afirma Bezerra, da Exection.

2.Reflita sobre o conquistado
A situação real da empresa se revela a partir de um balanço honesto do ano que está terminando. Os dados de desempenho são uma fonte básica para o planejamento e devem incluir faturamento, lançamento e cancelamento de produtos, ações de marketing etc.
A partir desse retrato, definem-se as lições a tirar dos resultados obtidos, positivos ou não. “A reflexão deve levar em conta todos os elementos do cenário macroeconômico, como uma nova legislação, inovações tecnológicas e as novidades da concorrência”, afirma Luís Antônio Dib, do Instituto Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

3. Defina visões
Nesta etapa, os tomadores de decisão reúnem-se para discutir os objetivos empresariais e o papel de cada profissional. “Como todas as áreas são afetadas pelo planejamento, é necessária a participação do conjunto de responsáveis pelas decisões”, afirma Dib, do Instituto Coppead.
É necessário ainda considerar as alternativas de ação diante de fornecedores e clientes. “A missão da empresa, somada à visão que ela tem de si mesma, vai orientar as estratégias para o desempenho futuro”, diz Nakagawa.
É nesta fase, também, que se analisa a possibilidade de implantar novas atividades e modos de escalar resultados, bem como a conveniência de atrair parcerias ou buscar investidores.

4. Elabore estratégias
Existem novas oportunidades no mercado e iniciativas que venham a atendê-las? Entre os produtos ou serviços da empresa, quais ficaram ultrapassados ou precisam ser reformulados?

5. Estabeleça metas
Uma vez delineada a visão do futuro, é hora de estabelecer as metas, contemplando faturamento, produtividade e novos projetos (como a abertura de mais uma unidade ou o lançamento de um produto).
É importante que a viabilidade de cada meta seja verificada da melhor forma possível. “É inevitável que a soma das metas iniciais extrapole as possibilidades dos recursos disponíveis, por isso o planejamento envolve um processo de negociação entre as áreas”, diz Dib, do Instituto Coppead. “Nesse momento, é preciso ter critérios bem claros para avaliar os projetos e abrir mão dos menos importantes.”

6. Proponha caminhos
Com metas e projetos definidos, resta decidir como concretizá-los. Nakagawa, do Insper, sugere a elaboração de um plano de negócios, que não precisa ser minucioso e exaustivo, mas deve listar as metas já discutidas e as tarefas de cada setor para alcançá-las. O planejamento deve ser desdobrado e prever as ações mês a mês.

7. Engaje a equipe

Um resultado positivo das conversas internas é antecipar discussões sobre o futuro, o que servirá de subsídio para o planejamento seguinte. O cumprimento ou não das metas deve ser conhecido por todos e, se for o caso, discutido em grupo.

8. Valide objetivos
A cada três meses, pelo menos, as metas precisam ser revisitadas à luz dos resultados obtidos no período. Existem softwares e ferramentas que ajudam a organizar essa comparação.

É importante se guiar pelos indicadores adotados no início do ano, como a porcentagem de crescimento prevista ou a conquista de novos clientes. O trabalho de validação das metas é feito ao longo do ano todo e pode ser considerado uma pré-elaboração do ano seguinte. “O controle de 2018 fornece informações para o planejamento de 2019, e assim por diante”, afirma Dib, do Instituto Coppead.

 

Fonte Revista Pegn (editado)

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